quinta-feira, 24 de maio de 2012

LÍRICO ABISMO


Dedos em luvas de poesia
percorrem minha nuca,
e como nunca,
desalinham meu ser.
Dedilham em minha cintura
partituras surreais,
madrigais,
sensuais...
Poemetos ou soneto
tanto faz,
teu lirismo é abismo
que me compraz.
(Rose Tunala)

Imagem Google: O abismo da alma - óleo sobre tela de Guilherme Faria

terça-feira, 1 de maio de 2012

SOLITUDE

Refém dessas paredes
Teus risos torturam,
A penumbra do abajur
Trai as lembranças.
O travesseiro conta histórias
De restos de beijos
Que insistem permanecer
E dos versos
Que anoiteceram
Sem albergue.
(Rose Tunala)